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Rock in Rio 2011


O Palco Mundo, onde se apresentaram as atrações principais, ficava um pouco à direita de quem ultrapassava o amplo portão de entrada da cidade do rock. Logo chamavam a atenção as estruturas erguidas especialmente para sustentar colunas de caixas de delay e equipamentos de sonorização. Em frente ao pátio de entrada com os portões, eram duas com nove caixas Norton  LS-8. No entorno da plateia do Palco Mundo, outras oito torres davam suporte a mais seis caixas Norton cada uma.

As house mixes de som e luz eram separadas. A primeira ficava à direita de quem estava de frente para o palco². No amplo tablado estavam as mesas do kit básico do palco no Festival, com uma Digidesign Profile e uma Yamaha PM5D³. O som produzido no palco passava pelas mesas na house mix e era enviado para 120 caixas Vertec 4889 e 84 caixas de sub também Vertec 4880A. Este foi o equipamento básico que permitiu a cerca de 100 mil pessoas durante  sete dias curtir shows que iam do heavy metal do Motörhead ao pop de Shakira. Tudo construído e planejado de acordo com as condições específicas da Cidade do Rock.

Palco Mundo


Em junho de 2010 já se começava a planejar os preparativos para a volta do grande evento ao Rio de Janeiro, como explica Peter Racy, responsável pela sonorização do Festival. “O planejamento inicial começou há pouco mais de 1 ano, no Rock in Rio Madrid.  A conversa esquentou em dezembro de 2010 e janeiro de 2011, com a definição das posições das torres de delay”. Aliás, segundo Peter, um dos pontos altos da produção foi o diálogo com a engenharia. “Não houve limitações”.

Na medida em que se aproximava a data de início de festival, chegavam os riders técnicos das bandas. “Em alguns casos, as equipes técnicas pediam para contatar a locadora diretamente, e estes falavam comigo. A maioria desta comunicação, no entanto, foi centralizada pelo produtor técnico do Palco Mundo, Maurice Hughes”, detalha Racy. O grande desafio do Palco Mundo era a necessidade de pressão sonora e qualidade distribuídos em uma área extensa. Cerca de 40 mil metros quadrados. A escolha para o P.A principal foi pelas caixas Vertec. “É um equipamento que atende bem a vários aspectos do festival”. Entre as qualidades enumeradas por Peter Racy estão a leveza, qualidade de reprodução, potência, robustez e ampla aceitação pelos técnicos.

Na frente do palco, ficaram pendurados os L&R das colunas triplas do PA principal com 18 caixas VT4889 em cada lado da coluna com também 18 VT4880A. “O conceito, que empregamos pela primeira vez em 2002, a pedido do técnico do Back Street Boys, Tim Lamoy,  é usar uma coluna de PA para a banda, e uma outra coluna de PA distinta para voz ou qualquer outro elemento que mereça destaque. Com isso conseguimos desafogar todo o percurso do sinal, ganhando uma faixa dinâmica incrível. Isto se traduz em clareza, potência e ausência de distorção e mantemos o sistema todo trabalhando com bastante folga até os alto-falantes das caixas”, expõe Peter Racy. Ainda havia mais um sistema L&R com três colunas com a mesma configuração e modelos de equipamentos, só que com 12 caixas em cada lado.

Ainda que houvesse duas colunas em line array separadas apenas pela de subs, não havia risco de cancelamento quando os sinais eram diferentes. “Como temos sinais diferentes emanando de cada coluna, não temos cancelamentos. Ocorre que alguns técnicos não estão preparados para ‘splitar’ sua mix pela primeira vez durante um festival desta importância, então optam por usar o mesmo sinal nas duas colunas. É claro que ocorre cancelamento nesta situação, mas devido ao posicionamento das caixas, este cancelamento ocorre na região de 160/200 Hz, que acaba não sendo um problema, e eles acabam ganhando SPL, o que todos gostam”, coloca o projetista. Efetivamente, a pressão sonora na housemix ficava por volta de 115dBSPL (ou 99dBA) com picos de 125 dBSPL (115dBA).

A Gabisom não economizou em delays para a sonorização do Palco Mundo. Dentro do objetivo de cobrir o máximo de área com qualidade e pressão sonora, a eficiência do tiro longo das Norton foi essencial. “As LS-8 da Norton tem um sistema long-throw de alta eficiência, de modo que obtemos uma ótima relação entre a potência elétrica de entrada e a pressão sonora na saída. Novamente, trabalhamos com muita folga. O regime de serviço dos equipamentos num Rock In Rio é intenso, e se não usássemos artilharia pesada, ocorreriam várias baixas de equipamento no decorrer do festival, o que não foi o caso. Se houver mudanças para o próximo Rock in Rio, deverá ser em decorrência da atualização da tecnologia, e não em função de qualquer deficiência no desempenho, pois todos os sistemas trabalharam exatamente como previsto sem problema algum”, comemora Peter. Os frontfills foram cobertos também por caixas Norton, mas do modelo LS-4.

Durante o Rock in Rio

Ainda que se trabalhe de forma organizada e com planejamento, há de se ter jogo de cintura. Os pedidos específicos de cada produção, as necessidades específicas dos artistas e outros acontecimentos do dia a dia do evento fazem com que novas soluções tenham sempre que ser buscadas. Um bom exemplo foi o que aconteceu por causa do show do Metallica. Nos primeiros dias do evento, havia subs em stack nas passarelas laterais do palco. A pedido do Metallica, os subs que estavam em stack na passarela foram mudados para o chão, para que não incomodassem o vocalista quando ele usasse a passarela. Foi feito novo alinhamento para acomodar a nova posição de subs. Como não houve prejuízo ao desempenho do sistema, optamos por mantê-los naquela posição durante o resto do festival”, ressalta Peter.

Já o Guns N’ Roses teve um cluster central a disposição com seis caixas Vertec para o último dia por conta da dificuldade que Axl Rose tem atualmente para emitir a  voz. Alguns artistas trouxeram suas próprias mesas, como Metallica, Red Hot Chilli Peppers, Shakira, Elton John, Guns N’ Roses e System of a Down. Outros não trouxeram as mesas, mas tiveram centrais customizadas completas, como Stevie Wonder, Lenny Kravitz, Kesha, Motorhead, Jamiroquai e Slipknot. Stevie Wonder pediu três Consoles Digico SD-7, sendo uma no PA e duas no Monitor, todas com capacidade para 112 canais, e periféricos. “Os demais utilizaram as centrais disponibilizadas para o Festival compostas por dois pares de Digidesign Profile e dois pares de Yamaha PM-5D”, confirma Peter. Poucos artistas usaram consoles analógicas, como o Red Hot Chilli Peppers (Midas H3000), Elton John (Yamaha PM 5000), Shakira (Yamaha PM 5000)  e Motorhead (Midas H3000), sendo que este último trouxe a sua própria mesa. No meio de tanto trabalho, o som de Kate Perry chamou a atenção de Peter Racy. “Se não me falha a memória, o técnico da Kate Perry optou por utilizar as colunas do PA de uma maneira nova e inusitada: ele quis usar L em uma coluna e R na outra do mesmo PA. O resultado foi até interessante, pois devido ao posicionamento da House Mix, diretamente em frente ao PA-R, acabamos ouvindo tudo (os outros shows) quase em mono,  assim (por causa do endereçamento feito por este técnico) tivemos um gostinho de estéreo”, comenta.

Ainda que os in ears dominem cada vez mais a cena, side-fills e monitores de palco ainda são muito apreciados. Para os sides, foram usadas seis caixas D&B J8 por lado processados pelo amplificador da mesma marca modelo D-12. Os monitores de chão eram os D&B M-2, além das caixas Clair Brothers 12AM para os músicos que os pediram. Houve muita variedade nos riders com relação a microfones.

Palco Sunset

A área menor do Palco Sunset apresentava menos dificuldades na área de sonorização e mais na parte artística. “A sonorização (...)
 

A reportagem completa você confere na edição 205 da Revista Backstage, já nas bancas.






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Leia os Comentários:

QQQ   |   13/11/2013 - 12:21

lado da minha corrida dura perfectgirls preta com as minhas bolas e que a perceber algo que estavam no ônibus , sem se aproximou da mistura desagradável de prazer foi feito agora sabia a língua desagradável abusado de que em seguida, continuar a cama, com o meu, eu esperava , mas eu percebi que o mesmo ainda estava entrando no espelho que ser ousado ...  
TiskImmum   |   04/11/2013 - 23:57

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ANTONIO MARCO PEIXOTO   |   13/09/2013 - 22:40

PARABENS MUITO BOM MESMO,POR TERMOS UMA EQUIPE DESTA NO NOSSO BRASIL.  
CenAssosy   |   08/05/2013 - 18:53

http://www.maps.google.com/ - [url=http://www.wikipedia.org/]wiki[/url] mail  
Joel   |   02/06/2012 - 00:57

Acommpanhar o desenvolvimento tecnologico dos equipamentos som , atraves de explicações tão perfeitas é, realmente fascinente. Obrigado!!!  
elias   |   15/12/2011 - 11:05

muito bom  
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