Dez anos depois, o grupo volta ao Rio em um show dividido em elétrico e acústico, com convidados brasileiros
Depois de completar uma década sem pisar em um palco carioca, a banda alemã Scorpions retornou ao Rio de Janeiro, no dia 30 de agosto, trazendo a nova turnê “A Humanity World Tour – Acoustica”. Desta vez, o lugar escolhido foi a casa de espetáculos Arena HSBC, na Barra da Tijuca (RJ). A noite prometia muito som e técnica e não foi diferente. O show teve início às 21h30, quando subiram ao palco Klaus Meine (vocalista), James Kottak (baterista), Pawel Maciwoda (baixista), Rudolf Scenker (guitarrista) e Matthias Jabs (guitarrista) que abriram com a música “Hour 1”. No repertório do show, o Scorpions também tocou outros dos seus clássicos como “Coming Home”, “Bad Boys Running Wild”, “The Zôo” e “No Pain No Gain”. Na música “Coast to Coast”, a banda dividiu o palco com o guitarrista do Sepultura, Andréas Kisser. Logo em seguida, entrou em cena a parte acústica do show. Percussionistas brasileiros junto com Andréas Kisser acompanharam a banda por mais ou menos 40 minutos. Neste período, o público pôde ouvir “Always Somewhere”, “Send Me An Angel”, “Holiday”, “Dust in the Wind”, Loving You Sunday Morning”, “Tease Me Please Me”, “Wind of Change” e para encerrar a parte acústica “Rhythm of Love”. Nesta parte eles também tocaram “Cidade Maravilhosa”.
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| Arainia Beca, técnico de iluminação |
Acyrm Scyulzi, técnico de PA |
Equipe Gabisom |
Esta parte acústica do show fez a galera cantar junto os sucessos da banda Scorpions, entretanto, não foram todos que ficaram satisfeitos, pois esperavam mais do estilo que consagrou a banda, o hard rock. De acordo com Fábio Leda, 26 anos e fã do Scorpions, este foi um show marcante, porém ele gostaria de ouvir mais as canções que marcaram a banda no formato elétrico. “Desde os catorze anos de idade eu ouço a banda e me identifiquei com o estilo hard rock, que é parecido com o heavy metal, só que mais melódico”, acrescenta. Entretanto, houve fã que aprovou o show completamente. Luis Felipe Oliveira, 31 anos, gostou muito do repertório apresentado pelo grupo. “Eles tocaram quase todos os clássicos e isso é muito difícil, já que a banda tem tanto tempo de estrada. Eles continuam com muito pique e a voz do Klaus Mene continua a mesma. Só senti falta da música ‘No One Like You’. O show foi maravilhoso”, diz.
LUZ E ÁUDIO
Durante a apresentação do show, o público pôde comprovar a excelente qualidade da sonorização, executada pela Gabisom e pela sofisticada iluminação realizada pela Lighting Productions LTDA (LPL). O lighting designer, Caio Bertti, contou que especificamente para o show da banda Scorpions foram feitas várias negociações com a produtora da banda, o que durou, em média, 10 dias. Caio explicou aos produtores quais eram os equipamentos que ele colocaria à disposição e frisou também a participação da LPL em outras produções pelo Brasil. “Esclareci aos responsáveis pela parte de iluminação da banda que alguns equipamentos estavam fora da realidade das empresas de iluminação do Brasil e, depois de muita conversa, conseguimos chegar a um consenso satisfatório”, ressalta.
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Na sonorização, a Gabisom procurou seguir todas as determinações descritas no rider enviado pelos produtores da banda. De início, foram feitos uma análise da planta do Arena HSBC e testes de medições, com a finalidade de saber qual a angulação das caixas de PA. Segundo Bruno Renee, técnico de áudio, a configuração deste show procurou posicionar o sistema de áudio em que a concentração de público é maior, ou seja, na área central. No PA foi utilizado um sistema de Line Array com 18 caixas JBL de cada lado do palco. De acordo com o técnico, a JBL é muito utilizada em shows de rock por oferecer bons resultados tanto no médio quanto no grave. Na frente do palco foram colocados 30 caixas sub da Meyer Sound e um frontphill da JBL, para completar o áudio para o público que ficaria próximo ao palco. Na house mix, além dos periféricos, equalizadores, compressores e gates de efeitos, foram utilizadas duas mesas, uma MIDAS Analógica para os integrantes da banda, e a outra, uma M7CL para os instrumentos de percussão e convidados.