Por aí...
Gustavo Victorino

 

MADONNA
Babação à parte, a vinda da Madonna ao Brasil mostrou que ainda estamos longe dos americanos em promoção e acabamento artístico no show business. A própria Madonna é prova disso. Uma cantora comum que canta músicas comuns com arranjos comuns que sequer valoriza os músicos, mas se transformou em estrela internacional por conta das frases de efeito, escândalos e a pose pop star. Tudo isso por trás de uma gigantesca e competente produção que dá embalagem final a um produto que se torna diferenciado somente por isso. A Cyndi Lauper, que esteve por aqui duas semanas antes, dá de dez a zero musicalmente na magrela, mas não tem um terço da pose e petulância galinácia da moça. E ainda teve gente que pagou mico se achando intelectualizada nos camarotes de boca livre de sempre. A coisa foi de uma breguice de doer.

EXEMPLOS PELA PAZ
Músicos eruditos israelenses e palestinos decidiram dar um exemplo definitivo na luta pela paz no Oriente Médio. Em Berlim, na Alemanha, a Orquestra Germânica West Eastern Divan reuniu alguns dos principais nomes de Israel e da Palestina, como os violinistas Guy Braunstein e Ramzi Aburedwan, para um concerto marcado pela emoção e que terminou com um longo aplauso de pé por parte da platéia. É a música outra vez cumprindo o seu papel de linguagem universal de paz e fraternidade entre os homens.

BIGAMIA
A cantora Amy Winehouse, assim como todas as pessoas, tem o direito de encontrar o seu grande amor. Feito isso, fica ainda mais bonito declarar em alto e bom som, dar entrevistas, tirar fotos ao lado do amor, e claro, curtir uma boa temporada de férias e preparação para o casamento. Só se esqueceram de avisar a porra-louca de que ela já é casada e como tal, deve pelo menos satisfações ao marido sumariamente defenestrado. A coisa já foi parar nos tribunais ingleses e o cornélio, que cumpre pena em uma penitenciária inglesa por tráfico de drogas, quer uma bolada preta para “esquecer” o mau trato da feiosa.

AVISO À PRAÇA
A crise parece muito mais psicológica do que material. Timidamente o mercado de áudio e instrumentos musicais mantém vendas compatíveis com os padrões dessa época e abastece com pedidos de reposição os fornecedores do segmento. Embora seja cedo para comemorar, o componente psicológico se mostra ainda como o maior resquício da boataria que motivou a retração preventiva do mercado. Fiquei com a sensação de que se assustaram com bicho pequeno.

PLÁGIO
Coincidências musicais, intencionais ou não, nunca foram novidade no show business. Mas a coisa anda complicada nos últimos tempos. A falta de talento ou atenção de algumas estrelas está levando muita gente aos tribunais para se defender de acusações de plágio mundo afora. Prince acaba de ser condenado na Europa, Joe Satriani está processando a banda Coldplay, o rapper Snap Dog também anda encrencado e até o talentoso Sting foi levado aos tribunais pelo cantor e compositor americano Roy Smith. Por aqui a coisa não é diferente. Pelo menos uma dúzia de processos corre em segredo de justiça por conta da imagem dos nomes envolvidos. Desatenção na hora de gravar compositores novos que sabe lá de onde tiraram suas músicas ou apenas má fé na hora de montar uma canção são componentes inevitáveis no dia a dia dos artistas. E o mercado não perdoa, afinal, artista famoso sempre pode pagar polpuda indenização.

VINIL
Acreditem, o vinil e toda a sua tecnologia jurássica está de volta. Depois de vender em 2007 quase um milhão de cópias fonográficas nesse formato, a indústria americana anuncia o balanço de 2008 com 1,8 milhões de unidades vendidas, ou seja, um aumento superior a 80%. A pesquisa assinada pela empresa SoundScan indica ainda o vinil mais vendido desde a virada do século. O clássico LP “Abbey Road”, dos Beatles, lidera a preferência dos vinil-maníacos americanos, seguido ao longe pelo Pink Floyd e a sua obra prima “Dark Side of the Moon”.

LIBEROU GERAL
O líder da banda Nine Inch Nails, Trent Reznor, perdeu a paciência com a má qualidade dos vídeos do grupo espalhados pela internet. Para mudar isso, ele abriu um atalho no site da banda ( www.nin.com ) e disponibilizou nada menos do que 400Gb de vídeos em alta definição dos três últimos shows do grupo.

URUGUAI
O Congresso uruguaio aprovou a isenção de impostos para obras musicais no formato de CD e DVD. A intenção é baixar o preço do produto para o consumidor final e acabar com a pirataria. Aqui no Brasil, a PEC da Música tramita no nosso Congresso que anda prometendo analisar a matéria ainda em 2009. O tema só não é unânime por conta dos interesses rasteiros de políticos ligados à zona franca de Manaus que não querem perder uma fatia do questionável privilégio tributário que ainda detém. A classe artística sonha com a aprovação rápida da matéria que representa um verdadeiro pontapé na sonegação. Entre os parlamentares, o consenso é pela aprovação, decisão que tira o sono da pirataria e dos seus financiadores.

SUCESSO PREVISÍVEL
Os teclados da Kurzweil deixaram de ser sonho de consumo e se transformaram em uma realidade que surpreende até mesmo os coreanos que nunca imaginaram ter no Brasil um dos seus maiores mercados no mundo. O competente trabalho de longo prazo da Condortech leva os créditos por isso. A empresa investiu em assistência técnica e deu confiabilidade a uma marca que acabou atropelando alguns dos gigantes até então donos do mercado e se impôs como o teclado profissional mais vendido do Brasil. A durabilidade e a dinâmica de tocabilidade sempre foram os pontos fortes da Kurzweil, que com os novos lançamentos ganhou ainda o adicional de timbres modernos e recursos avançados de edição e filtragem. O preço competitivo se juntou a tudo isso e deu à marca Kurweil o sinônimo de boa compra e confiabilidade em um dos melhores teclados profissionais do mundo. Ponto para a Condortech que acreditou e apostou na marca.

PEGANDO LEVE
A Band precisa melhorar muito a produção e transmissão do Grammy Latino. Em alguns momentos a coisa beirou a tragédia. Além de um constrangedor anúncio de vencedor errado, os apresentadores se mostraram perdidos e deixaram evidente que nada tinham a ver com o evento. E eu imaginando que apenas a Globo e o seu Multishow faziam trapalhadas com eventos ao vivo.

CRESCIMENTO
A expansão da Selenium criou interessantes alternativas no mercado. Depois de adquirir várias marcas nacionais, a empresa gaúcha quer vincular a reconhecida qualidade dos seus produtos às novidades que vem lançando desde o ano passado. Fabricante de alguns dos melhores alto-falantes do mundo, a empresa quer o seu prestígio aqui e lá fora, avalizando os produtos que coloca no mercado. Para isso, colocou o seu departamento de desenvolvimento e projetos a trabalhar em regime de atenção máxima para identificar o desempenho final de seus produtos lançados sob as marcas recém adquiridas. A empresa não abre mão da qualidade para vincular qualquer equipamento à marca Selenium.

DICA
Excetuando os teclados infantis ou amadores até mil reais, comprar qualquer produto sem porta USB é mico. Equipamento sem esse dispositivo é jurássico e não merece atenção de consumidor informado. Na hora de comprar, ignore teclados que não dispõem desse recurso.

OUTRA FONTE
Alguns fabricantes de cordas para instrumentos musicais andam “montando” seu produto na China e literalmente vendendo apenas o seu nome na embalagem. Vários guitarristas reclamam que algumas marcas, outrora confiáveis, andam ruins e frágeis. E o pior é que poucas assumem isso na embalagem. Tá virando enganação.