No dia 10 de fevereiro foram realizados cinco workshops da Maratona Gretsch, no espaço Maracatu Brasil (RJ), que contaram com a participação de um time de peso de nomes como Camilo Mariano, Christiano Galvão, Cuca Teixeira, Northon Vanalli e Serginho Herval, além de outros convidados ilustres. O evento foi idealizado e produzido pelo baterista Cesar Conti, a entrada foi franca e com vagas limitadas, o que levou à lotação máxima das salas de demonstração da marca.O evento foi patrocinado pela Sonotec, importadora da marca no Brasil, e teve o apoio de Guto Goffi
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| Serginho Herval, do Roupa Nova |
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Além do estúdio em que ocorria a demonstração da bateria com set completo da Gretsch, na sala ao lado havia outras três caixas da marca americana, um set da bateria Gretsch (série chinesa) com pratos Istambul e vários pedais da Axis (EUA). “Esses pedais são fantásticos”, disse Cesar Conti, que os testou.
Camilo Mariano, que toca com Maria Rita, disse que “se sente feliz e importante” ao ser convidado por amigos para tocar em eventos como esse. Além de Camilo, Cuca Teixeira, que já tocou com Paula Lima, alega que é extremamente importante para músicos e distribuidores esse tipo de demonstração de equipamento com workshops, pois é uma boa ferramenta mercadológica. Northon Vanalli, endorse da marca, declarou que a Gretsch estava além com seus 120 anos de história, que ela é precursora e se tornou uma lenda por esta razão. “Da mesma forma que a gente fala de uma Ferrari a gente fala da Gretsch”, disse Northon. “A garotada tem a possibilidade hoje de ter uma marca mais em conta e de qualidade, de emoção”, declarou.
Um dos convidados a tocar no evento foi Christiano Galvão (que já tocou com Marina Lima), que disse ter sido um enorme prazer tocar em um evento da Gretsch e encontrar colegas de instrumento como Camilo, Serginho, Northon e Cuca. Chistiano deixou também expresso seu apoio a esse tipo de evento demonstrativo, pois “é raro ver tanta gente reunida para um workshop de bateria”, e espera “que se crie uma cultura de eventos como este no Rio”, considerada de vital importância para a classe, que é carente desse tipo de evento no Rio de Janeiro.
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Cuca Teixeira |
Cláudio Infante, que frequenta o maior número possível de workshops de bateria, marcou presença também na maratona da Gretsch como espectador. Mesmo sendo endorse da Pearl Drums, traçou um paralelo comum entre as duas marcas de baterias. “São fabricantes de altíssimo nível, e com uma história coadjuvante em milhares de projetos musicais de sucesso em estilos que datam desde meados do século xx, até os dias de hoje. Tenho certeza de que se espelharam mutuamente em algum momento dessa trajetória, e a escolha por uma ou por outra se deve ao gosto particular”, disse Cláudio.
“Acho excelente que haja esses eventos no Brasil, pois é uma forma de se manter a informação circulando e fresca, tanto no que diz respeito ao produto, e sua composição técnica, como à mensagem musical de cada artista que se apresenta, é um estímulo para quem assiste, seja qual nível de relação tiver com o instrumento”, opinou Cláudio sobre workshops.
“É o segundo workshop da minha vida”, disse Serginho Herval, da banda Roupa Nova, que acaba de gravar o novo CD no estúdio da Abbey Road (famoso por ter sido o santuário dos Beatles). “É a realização de um sonho”, afirmou o baterista, que em breve receberá seu set completo da bateria Gretsch série americana.
Sobre o evento com a Gretsch, o dono da Maracatu Brasil, Guto Goffi, disse ter sido fantástico, além de ter tido como retorno um prazeroso parabéns de toda a classe “baterística” do Rio de Janeiro.
Guto informou que quando abriu a Maracatu Brasil, em 2000, estava justamente querendo ter esse ponto de encontro para trocar informações com os bateristas e profissionais da percussão. “Neste verão viemos acelerando, fizemos oficinas com bateristas profissionais franceses, que vieram aprender ritmos brasileiros com Oscar Bolão, Cássio Cunha e Cesinha Bahiano. Depois recebemos músicos de jazz da Noruega, que vieram aprender com músicos do Hermeto Pascoal como se faz samba, baião e maracatu, em seguida tivemos os workshops com Pascoal Meirelles, Carlos Bala, Cláudio Infante, Paulo Braga, Robertinho Silva e Márcio Bahia. Depois veio o “Gretsch dream team”, com o Serginho Herval, Cuca Teixeira, Camilo Mariano, Christiano Galvão e Northon Vanalli. Acho que esse ano é da bateria, na Maracatu Brasil. Sinto que podemos fazer muito pelo instrumento e pela classe”, celebrou.
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| Cesar Conti e Christiano Galvão |
Northon Vanalli |
Eber Policate da Sonotec e Claudio Nucci |
Assim como os outros profissionais presentes, Guto não deixou por menos a declaração de carinho com a Gretsch: “é o sonho de todo baterista. Realmente das marcas americanas mais antigas é a de maior qualidade. Foi a primeira bateria a assumir os aros die - cast para todos os tambores. A espessura de 0,4 mm de seu casco é o fino da bossa. Eu tenho uma Gretsch anos 80 fantástica que comprei de um vendedor da Sam Ash. Paguei U$ 3.000,00 dólares e cada centavo gasto volta em prazer de tocar no melhor. No DVD do Barão Vermelho Balada MTV de 1999 eu uso essa bateria e o som, é só vocês ouvirem para entender o que estou tentando dizer”.
