Igreja Missão Praia da Costa

Som nas Igrejas - Osiel Rangel

No início do ministério, a igreja contava com um pequeno salão, hoje o espaço comporta cerca de quatro mil pessoas e tem um novo sistema de som

Com o crescimento da população de evangélicos no Brasil, é comum o surgimento de várias igrejas. Algumas começam de forma independente, sem qualquer apoio financeiro de outras igrejas. Por isso, passam por contratempos, inclusive pela péssima qualidade dos equipamentos de áudio.

A história da igreja Missão não foi diferente. Em janeiro de 1997, o pastor Simonton Araújo e sua esposa saíram da cidade do Rio de Janeiro rumo à cidade de Vila Velha, no Espírito Santo, com o objetivo de começarem um trabalho de evangelização. Algum tempo depois, a Missão Praia da Costa tomou um rumo de crescimento considerável e passou a congregar cerca de 1,3 mil membros. Entretanto, apesar de todo o crescimento no número de adeptos, a igreja necessitava de obras de infraestrutura local, sobretudo na parte de som, que não oferecia bons resultados.

Segundo o técnico de som da igreja, Cláudio Lisias, o sistema não estava alinhado. As caixas ficavam posicionadas em vários pontos dentro da igreja. “Perdíamos muito tempo no começo do culto tentando ajustar o volume de todo o sistema e de cada músico individualmente. Com estes, tínhamos a maior dificuldade de trabalhar, porque não conseguíamos controlar o volume de cada instrumento, o que ocasionava um volume final excessivo”, acrescentou.

De acordo com Júlio Nunes dos Santos, outro técnico da igreja, o objetivo era adquirir um sistema em que de qualquer ponto da igreja as pessoas pudessem entender claramente a mensagem do evangelho. “Nós precisávamos de uma boa qualidade de som de tal forma que não agredisse os ouvintes, produzindo irritação e mal-estar. O nosso objetivo é a excelência”, acrescentou o pastor Simonton.

CONTRATAÇÃO DE UMA EMPRESA DE ÁUDIO

Para solucionar os problemas com o áudio, a igreja fez várias pesquisas de equipamentos existentes no mercado, entretanto, para a liderança da congregação era imprescindível a ajuda de um profissional qualificado. Depois de ouvir algumas propostas, a empresa que teve a liberação para desenvolver o projeto foi a LC Diniz.

De início, a empresa foi até o local de reunião, e constatou que a igreja não possuía um espaço com uma acústica satisfatória. Segundo os técnicos, o som reverberava durante todo o culto, deixando a plateia sem conseguir entender a mensagem. Eles verificaram ainda que o fato de as caixas de som estarem mal posicionadas contribuía para a péssima qualidade sonora. Para eles, a distribuição das caixas de som foi feita sem nenhum critério ou normas técnicas.

SOLUÇÕES

A LC propôs um novo sistema de som, e um melhor condicionamento acústico do templo. O sistema anterior foi todo substituído por caixas amplificadas, processadas e digitais, através de um cluster central dividido em centro, left e right, com o propósito de cobrir de forma homogênea todo o ambiente.

Na parte acústica, foi utilizado um forro mineral acústico, com um excelente índice de absorção, que cobriu todo o teto da igreja. Para as paredes, foram colocadas placas acústicas preenchidas com lã de vidro e forradas com tecido decorativo, o que resultou na absorção de ondas sonoras principalmente graves, completando o coeficiente de absorção acústica de todo o templo de uma forma mais equilibrada. O tempo de reverberação caiu mais do que a metade, de 3,9 segundos para 1,5 segundos, criando um ambiente agradável e com uma sonoridade bem natural.

RESULTADOS

Depois de concluir o projeto, os resultados foram satisfatórios. Segundo os técnicos da LC, condicionar o ambiente foi a melhor solução, como também o agrupamento das caixas em um único cluster central. “Com essa decisão, conseguimos equilibrar o nível de pressão sonora, e cobrir toda a área de público”, contou Luiz Diniz, diretor da empresa de sonorização. A igreja também instalou equipamentos de iluminação cênica com alguns canhões de led. Outra novidade é que o sistema de som passou a ser digital, o que oferece facilidade na operação, pois de ser realizada por um notebook via wireless, ou seja, o operador pode estar em qualquer lugar da igreja para ter uma melhor noção de como o som está naquele local, até mesmo próximo ao palco para melhor auxiliar os músicos e os instrumentistas.

Para os músicos e integrantes do louvor, o sistema valorizou a música dentro da congregação. O ministério de louvor é composto por seis equipes, cada uma composta por guitarra, bateria, baixo, teclado, violão, sopro e percussão e quatro backs vocais, além de um piano de ¼ de calda. E o coral é composto por 100 pessoas e se apresenta durante a Páscoa e Natal e também em outras ocasiões.

Segundo o pastor Simonton, no período de 12 anos desde a fundação da igreja, ele sempre priorizou investimentos em equipamentos modernos, alegando que o público jovem é atraído pelas novas tecnologias. “É preciso que todas as igrejas evangélicas façam investimentos em equipamentos porque o público jovem é alcançado por outros lugares como clubes, shopping, que oferecem recursos de alto nível. E quando chegam à igreja se deparam com o contrário, equipamentos que oferecem poucos recursos, finalizou.

Lista de Equipamentos
Sistema de P.A:
Sistema amplificado FZ Áudio
(2 caixas 18ª; 4 FZ HPA e 1 FZ 102 (center)
House Mix:
- Um mixar digital Mackie TT24 Monitores de Palco: 2 Monitores FZ 108
Microfones:
1 Sennheirser EW 135 (sem fio); 10 Samson C02 (coral / orquestra) e 6 SM 58

Sonorização externa (sistema de arandelas): 8 caixas FZ 103PC com 2 amplificadores FZ WA 160
Iluminação:
- 13 Refletores optipar LED - New Led
- 01 Mesa DMX Digital Pilot
Materiais acústicos: forro mineral Owa (teto) e painéis acústicos Fibersound (paredes)
Entrevistados
Pastor Simonton Araújo, Gibran Mafra, Luiz Diniz.
Equipe de áudio: Cláudio Lisias Araújo, Júlio Nunes dos Santos.


Para saber mais
www.missaopraiadacosta.com.br