AES Brasil e a Conferência Layino-Americana 2009 |
Carol Marq - Fotos: Carol Marq / Nelson cardoso |
O SUCESSO DA 13ª CONVENÇÃO NACIONAL DA AES BRASIL QUE ABRIGOU PELA PRIMEIRA VEZ A CONFERÊNCIA LATINO-AMERICANA, EM SUA 3ª EDIÇÃO, COM NOVO LOCAL E FORMATO
Nem “crise mundial” e nem “gripe suína”. Nada estremeceu o maior evento de áudio do Brasil. A 13ª Convenção Nacional da AES Brasil - que pela primeira vez abrigou também a 3ª Conferência AES Latino-americana -, reuniu em São Paulo fabricantes, lançamentos, palestras, workshops e apresentações de centenas de novidades, confirmando que o evento da AES continua sendo o maior voltado para o mercado e profissionais de áudio, fortalecendo parcerias e negócios do setor.
A sociedade profissional dedicada ao áudio, com sede em Nova Iorque, EUA, tem representações em mais de 41 países e mais de 60 anos de existência, dedicando-se à educação e divulgando e debatendo as novidades do mercado de áudio para estudantes e profissionais do setor em todo o mundo.
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| Florian Camerer |
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Ron Streicher e Wes Dooley |
A Sessão Brasil da “Audio Engineering Society” reuniu vários profissionais de áudio no seu 7º Congresso e 13ª Convenção Nacional, entre os dias 26 e 28 de maio, no Palácio das Convenções do Anhembi, em São Paulo, juntamente com a 3ª Conferência Latino-Americana da AES. O tema central foi “Áudio para HDTV e sua evolução”, a tão falada tecnologia da TV de alta definição e sua implantação no Brasil foi debatida como tema principal da convenção. Mesmo sendo uma tecnologia considerada cara, a HDTV é uma realidade que não pode ser ignorada, principalmente pelos profissionais do áudio. Dentre os mais variados temas abordados, o destaque ficou por conta dos palestrantes estrangeiros que lotaram as salas da AES, como Phil Ramone – produtor musical, Ron Streicher - engenheiro de som e ex-presidente da AES, Florian Camerer – Austrian Broadcasting Corporation, a TV austríaca ORF, John Storyk, Kimio Hamasaki - engenheiro sênior da NHK japonesa, Wes Dooley – dos microfones de fita AEA e que é membro ativo da AES há 45 anos, entre outros.
Com visitantes cadastrados dos mais diversos países, como a Argentina, Áustria, Bolívia, Chile, Colômbia, EUA, Holanda, Japão, México, Uruguai e Venezuela, os quase 56 mil metros quadrados foram bem aproveitados em uma grande área interna e externa, com uma programação rica em palestras técnicas, workshops, salas, áreas próprias para demonstrações de equipamentos e uma exposição com a participação de órgãos governamentais, escolas, laboratórios e institutos tecnológicos, locadores, fabricantes de produtos e empresas de consultoria. Com um público de aproximadamente quatro mil pessoas, o evento contou com 50 expositores e 50 palestrantes, que abordaram diversos temas como alto-falantes e monitoração, áudio em alta definição Surround 22.2, transformação e edição de áudio, HDTV, técnicas de gravação e reprodução, eletroacústica e acústica de ambientes e efeitos. Com esses dados e números, pode-se dizer que a AES deste ano contou com nomes de peso e ganhou ar de uma grande feira de negócios, devido ao público alvo tão específico e fechado.
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O ponto positivo é sempre o trabalho coletivo realizado pelos membros da AES que conseguiram fazer o maior evento de áudio profissional do continente. Não há como retribuir adequadamente aos membros do comitê de organização por seu tempo e esforço devotados à convenção. Este evento também não seria possível sem a contribuição de inúmeras entidades. CAPES, CNPQ, FAPESP, IRCAM, La Grand Fabrique, SBC, Conservatório de Paris, Ano França Brasil 2009, FAPESP, SPTuris, Assembleia Legislativa de SP e SET foram parceiros fundamentais - Joel Brito |
Para Joel Brito, presidente da AES Brasil, o evento superou as expectativas. A participação das empresas atuantes no mercado e do público foi ativa e crescente. “Resumidamente, a AES é um pouco de tudo para todos. Muitas novidades e novas tecnologias. Mas, principalmente, o foco nas pessoas, seus conhecimentos e experiências. A qualificação das pessoas é um diferencial. Comprar um equipamento não capacita ninguém a trabalhar com ele”, complementou.
Dos eventos em paralelo, os destaques foram paras as palestras e seminários sobre as manifestações artísticas e intelectuais da cultura francesa no Brasil, realizados pelo Conservatório Nacional Superior de Música e Dança de Paris (IRCAM e La Grande Fabrique), em celebração ao Ano da França no Brasil.
Para o público em geral, uma breve campanha de conscientização ofereceu teste auditivo aos jovens presentes que exageram no volume de seus iPods e MP3 players. No serviço, com o auxílio de especialistas, foi demonstrada a forma correta de utilização desse tipo de equipamento.
Já existem planos, novidades e nomes sendo cogitados para a AES 2010, entre os membros diretores. “Todos os anos a comissão organizadora é desafiada a superar a convenção anterior. Surpreendentemente, a diversidade de eventos, o número de participantes e expositores e a qualidade geral do evento realmente cresceram a cada ano. O que só torna nossa maior nossa responsabilidade”, declara Joel Brito, que deixa avisado que a direção já está discutindo diversos temas e nomes para o ano que vem. “Aproveito para mandar um recado que estamos sempre abertos a sugestões de novos temas e palestrantes”, disse Joel Brito.
Palestras
Foram 50 palestras no total, levando a AES Brasil a bater mais um recorde.
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| Paulo Roberto - TV Globo |
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A questão da valorização do áudio e de seus profissionais para TV ficou clara na maioria das palestras que tratava do assunto. Paulo Roberto Ferreira, da TV Globo, falou para um auditório lotado sobre seus 21 anos de experiência em captação, desconstrução da mixagem de som para TV e cinema, durante a palestra “Desconstruindo a mixagem de um programa”. Mencionou a realidade da tecnologia 5.1 que ainda não acompanha a qualidade da imagem na televisão brasileira, e como isso é prejudicial ao mercado e como os telespectadores perdem com isso. “Áudio ainda não é valorizado. Quando há um corte, tenha certeza de que o áudio é a primeira coisa que sofre nesse meio”, desabafou Roberto, na presença de Carlos Ronconi, diretor de áudio da TV Globo, que também palestrou sobre “Captação e mixagem 5.1 para TV em eventos ao vivo”.
Tendo o foco do áudio para TV de alta definição, a palestra central, cujo tema foi “Áudio para HDTV e sua evolução”, não só falou da tecnologia, como também deparou com a velha discussão sobre a realidade financeira de um mercado, em que a maioria (da população) “poderia não estar preparada para pagar ainda” por esses aparelhos ou pela conversão. Mas, segundo Joel Brito, essa “realidade” já mudou.
“É uma realidade. E no aspecto econômico e social também é um progresso. O custo das televisões está caindo rapidamente e vai continuar caindo até chegar ao ponto acessível das atuais televisões de formato SDTV. E a distribuição do sinal digital já está muito mais abrangente e acelerada do que o sistema antigo. Após pouco mais de um ano do início das transmissões digitais (em 02 de dezembro de 2007), a cobertura de TV digital já atinge uma população da ordem de 40 milhões de habitantes. A televisão analógica demorou pelo menos 30 anos para atingir esta marca. O que precisamos agora é acelerar a produção de conteúdo nesta nova tecnologia”, afirmou o presidente da AES Brasil.
Sobre o nível profissional dos palestrantes e da qualidade do que foi apresentado durante os três dias de AES, Brito também disse que foram selecionados tópicos e convidados de acordo com sua qualidade e naquilo com que os convidados podem contribuir para os participantes. Para uma pessoa como Phil Ramone, ou qualquer dos demais palestrantes estrangeiros convidados, abrir mão de uma semana de sua vida profissional e pessoal é preciso que quem convide tenha conteúdo e credibilidade. É motivo de grande satisfação verificar que o trabalho realizado pela AES Brasil já é reconhecido internacionalmente. Ajuda também, claro, o fato da maioria, senão a totalidade, dos convidados serem membros da AES e acreditarem que devem compartilhar, incentivar e ajudar seus colegas e demais profissionais de áudio.
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| Phil Ramone |
Sobre a tecnologia aplicada ao áudio em Surround 22.2, Joel Brito também manifestou sua opinião que, “conceitualmente, serve para mostrar às pessoas que existe um futuro, paradoxalmente ele já é real e, assim como mudará os equipamentos, as pessoas precisam mudar sua forma de pensar e trabalhar”. O que mais chamou atenção foi “A geração futura - surround 22.2”, com o Kimio Hamasaki, Pesquisador Sênior da TV Estatal japonesa NHK, e a possibilidade de sua aplicação, que pode ser viável em um curto espaço de tempo, e a aplicação do sistema na sala 5.1, na AES Brasil, um auditório com um sistema surround 22.2 desenvolvido pela NHK, que contou com 24 caixas de som distribuídas em três camadas, com nove acima da plateia, dez no meio e três abaixo, além de dois subwoofers.
O congresso debateu temas como técnicas de gravação e reprodução, áudio em alta definição, eletroacústica, alto-falantes e monitoração, acústica de ambientes e efeitos, transformação e edição de áudio.
Durante o evento da AES Brasil foi oficializada a parceria entre a distribuidora Staner e a locadora Clair Bros, empresa responsável pela sonorização dos maiores astros da música mundial como Pink Floyd, U2, Metallica, Iron Maiden, Madonna, entre outros.
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Durante a palestra, apresentar toda a trajetória da Clair Brothers aos profissionais brasileiros era muito importante. O Brasil possui uma indústria que conhece a fundo o mercado de áudio, e estar presente em território brasileiro oficializando esse projeto é motivante - Barry Clair |
A palestra realizada pela Staner, com a apresentação de Barry Clair, presidente da maior locadora do planeta, a Clair Brothers, mencionou a qualidade de seus equipamentos e prestação de serviço, além da apresentação de um grande portfólio de dar inveja a qualquer um do meio. Barry Clair questionou a qualidade dos produtos oferecidos e as condições de serviço no mercado e do que é oferecido hoje em áudio e iluminação, já que a Clair Bros também trabalha com iluminação. Entre os muitos slides apresentados foi perceptível que a maioria era de igrejas. “As igrejas estão indo longe. Esse mercado na América chega a 50% do mercado”, declarou Barry, com ar de novidade, em meio a apresentação dos trabalhos realizados pela Clair Bros.
Ao falar do mercado atual e de como os profissionais do meio andam se comportando nas negociações, Barry mencionou que um dos procedimentos do novo modelo de negócio pode ser prejudicial, mais à frente, a todo o mercado, como o sistema de consultoria para projetos, que está tomando conta da América, “pois torna o mercado difícil, jogando os preços lá embaixo, o que dificulta o retorno. E para uma empresa que tem que manter seu padrão e nome é prejudicial, mas ela precisa se manter e rebater essa dificuldade”, disse Barry, questionando se isso também acontecia no mercado brasileiro. “Precisamos não deixar que isso seja implementado aqui na América Latina. É muito prejudicial ao seu mercado”, disse Clair.
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| Palestra sobre a mega infraestrutura do Chiclete com Banana |
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Kimio Hamasak |
Entre os temas das palestras tiveram destaque o Workshop de Gravação e Mixagem 5.1, com Andres Mayo; Técnicas de Espacialização Binaurais e Transaurais, com Alexis Baskind e Jean Marc Lyzwa; Sistema de Monitoração 5.1 com Fone de Ouvido Convencional Headzone Pro, com Alexandre Algranti, da Beyerdynamic; Salas de Controle de HDTV para Som Estéreo e Surround, com Ray Rayburn; Qualidade Sonora e Psicoacústica, Uma Introdução, com Stephan Paul; Projeto de Estúdios para HDTV, com John Storyk e Renato Cipriano; Pragmatismo em Microfones, com Ron Streicher; Performance Audiovisual em Tempo Real com Wiimote, com Francis Faber e Mathieu Constans; Painel Latino-americano, com Andres Mayo, Ariel Lavigna, Cacho Romero, César Lamschtein, Humberto Teran e Moogie Canázio; Multicanais na TV Digital, com Alexandre Yoshi e José Marcos; Microfones de Fita: 77 Anos de Sucesso com Músicos e Ouvintes, com Wes Dooley; Microfonação Surround, com Morten Stove; Localização na mixagem, com Maurício Gargel; HDTV e Som Surround - o Casamento Perfeito?, com Florian Camerer; Distribuição de Sinais de Áudio em Grandes Distâncias, com Homero Sette; Codecs para Áudio, com Maurício Gargel (IAV); Por dentro dos plug-ins, com Alan Freihof Tygel e Luiz Wagner Pereira Biscainho, ambos pesquisadores da UFRJ; Chiclete com Banana – Mega Infraestrutura, com Carlos Castelo, João Américo Bezerra, Vavá Furquim e Wilson Marques; Cenário TV Digital no Brasil e América Latina, com Olympio José Franco, da SET; Captação e Mixagem 5.1 para TV em Eventos ao Vivo, com Carlos Fini e Carlos Ronconi Silvino; Áudio e Acústica nas Igrejas Atuais, com Aldo Soares; Keynote, com Phil Ramone; A Geração Futura Surround 22.2, com Kimio Hamasaki, da TV Estatal japonesa NHK; Desconstruindo a mixagem de um programa, com Paulo Roberto Ferreira, da TV Globo; Mesas Digidesign, com Robert Scovill; entre outras apresentações de seminários e demonstrações. |
Barry deixou claro “a felicidade de finalmente estar no Brasil, fazendo parte de um mercado em plena expansão”. Ele também fez questão de dizer que demorou muito a encontrar uma empresa que valesse a pena a parceria para entrar na América Latina, e que a Staner era a escolha certa para finalmente fazer parte desse eixo.
Para finalizar, Barry respondeu a algumas perguntas dos participantes e apresentou alguns dos produtos de sua empresa que serão distribuídos pela Staner, representante oficial da empresa norte-americana aqui no Brasil.
Por Andres Mayo
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O engenheiro de masterização, Andres Alberto Mayo, vice-presidente da AES, região da América Latina participou ativamente das negociações e ajudou a realizar muitos feitos para esta AES Brasil. Além de seu cargo na AES, Andres Mayo promoveu o workshop de “Gravação e Mixagem 5.1” nos três dias do evento.
“Quero aproveitar para deixar aqui registrada a excelência das dissertações acadêmicas nesta Conferência Latino-americana da AES 2009, em que todas elas tiveram grande apoio do público e deixaram bem claro o alto nível de conhecimento sobre o assunto por parte de seus apresentadores”, abriu Andres Mayo.
Em entrevista a Backstage, Andres Mayo destacou alguns pontos do evento, como o seminário proeminente de Kimio Hamasaki – sobre “Surround 22.2” – apresentado pela primeira vez na América Latina; Phil Ramone, com sua palestra “Keynote”, cuja apresentação foi filosoficamente muito interessante; e Jean Marc Lyzwa e Alexis Baskind, da CNSMD e IRCAM, da França, “cujas manifestações na apresentação da ‘Audição de produções musicais gravadas e mixadas usando técnicas binaural e transaural de espacialização em produção multicanal 5.1’, foram incríveis”, parabenizou Andres Mayo, que também destacou o espaço para demonstração Live Sound, trabalho realizado no pátio externo da AES por Paulista, o maior até então em uma exposição latino-americana, além dos seminários sobre Live Sound e Acústica, que foram muito aplaudidos.
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Para finalizar, gostaria de dedicar um parágrafo para a realização (a primeira na América Latina) de um workshop sobre gravação, mixagem e masterização em surround 5.1, realizado pela equipe de pesquisa Argentina Team Surround (www.myspace.com/teamsurround), que tinha um grande público durante os três dias da realização do seminário. Juntamente com o Sr. Ariel Lavigne, realizamos no primeiro dia de gravação ao vivo de quatro músicos uma obra clássica, no recinto da dissertação; no segundo dia explicamos todos os conceitos e mixagem surround e, finalmente, no terceiro dia de apresentação realizamos a masterização e finalização dos detalhes finais da mixagem para garantir que os mais de 70 participantes tivessem um entendimento completo de todo o processo.
A Equipe AES Brasil merece especial atenção para a qualidade e quantidade do trabalho que fizeram e fazem. É simplesmente notável e insisto nesta pequena nota. Por outro lado, a Competição Latino-americana de Gravação foi bem sucedida, mesmo com problemas logísticos, pois tivemos mais de 60 entradas a partir de seis países diferentes, por isso os resultados são muito positivos e esperamos repeti-los na nossa próxima conferência regional, que será na Colômbia, em 2010. - Andres Mayo |
Expositores
O contentamento dos expositores era visível devido ao novo local, com um espaço maior, de 36 mil metros quadrados, os estandes eram maiores do que na edição de 2008 e a circulação do público era mais livre, o que não dava a sensação de aperto e tornava o atendimento mais agradável.
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STUDIO R
Para Samuel Monteiro, do Studio R, foi o primeiro evento dedicado exclusivamente ao mercado de áudio profissional no Brasil a apontar um formato e direcionamento eficientes e atraentes tanto em termos informativos e demonstrativos quanto institucionais. “Ainda existe o que melhorar e um foco a ser mantido, mas acreditamos que o evento finalmente ‘se achou’ e está na direção certa”, afirmou.
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FZ ÁUDIO
As novas tecnologias da FZ Áudio apresentaram o modelo de caixa para front fill FZ 205ª, uma versão do software de simulação Ease Focus V 2.0 e o software de controle FZ ware, além do line array compacto FZJ05A / FZJ112A. Fabio Zacarias concordou que essa edição foi a melhor de todos os tempos, que o público estava acima da média, mas que nos negócios as pessoas ainda estavam receosas de fazer investimentos devido à crise econômica. “Tivemos o estande cheio o tempo todo, a sala 22.2, que tinha um sistema da TV Japonesa, também foi muito requisitada e as demos na área externa”, acrescentou Zacarias.
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PROSHOWS
A estreia da Proshows, nesta edição da AES, foi marcada pelas muitas novidades apresentadas em seu grande estande, como a linha da NUMARK DJ, a apresentação da marca japonesa Denon DJ, com o lançamento do player profissional DB-HS5500, entre outros exclusivos de empresas as quais ela representa, ProShows é distribuidora exclusiva de marcas respeitadas no mundo todo, tais como Martin, ACME, PLS, PR Lighting, Proled, Arkaos, Avolites e Antari de iluminação, Lexsen, Proel e B&C de áudio. Roger Santos, gerente de marketing da Proshows, disse que a empresa teve um ótimo retorno, “pelo fato da empresa ser mais qualificada, o movimento do público em geral não foi tão grande, mas para o público mais específico, que procura produtos da qualificação que a Proshows representa, geramos mais negócios”, concluiu.
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FLORENCE MUSIC
Também foi a primeira participação da Florence Music na AES. Renata Gomes disse que a empresa está satisfeita com os resultados obtidos e que, sobretudo foi muito gratificante conferir de perto que outras empresas também estão empenhadas em driblar a crise com estratégias criativas e, principalmente, com o investimento na profissionalização do mercado. Além de expor e demonstrar todas as novidades das marcas da Florence, o evento foi essencial para estreitarmos o relacionamento com clientes e profissionais da área, fortalecendo parcerias existentes e abrindo portas para novos e ousados projetos. “Nosso estande contou também com a visita de nossos endorsees (que inclusive gravaram podcasts exclusivos para o site da Florence), além de diversos lojistas das mais diferentes regiões do Brasil”, disse Renata. “A constante movimentação mostrou mais uma vez o grande interesse do segmento pelas ousadas tecnologias apresentadas pelas marcas. Microfones USB e monitores de referência com entrada para iPod, da Samson; interfaces USB que transformam qualquer microfone em um microfone digital, da Soundking e periféricos da marca ROXY foram alguns dos destaques de nosso estande”, finalizou.
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ATTACK
O diretor da Attack, Aires Antônio, declarou que todos da empresa ficaram positivamente surpresos com a frequência de público e também dos expositores, “visto que o mundo atravessa uma grave crise e apesar do Brasil aparentemente estar mais bem preparado para superá-la”, mas que mesmo assim contabilizaram uma forte queda nas vendas este ano. “Constatamos um grande esforço por parte da diretoria da AES em melhorar a infraestrutura da convenção e da exposição e nisso o êxito foi alcançado. Notamos também a presença de maior número de lojistas e isso é bom em um ambiente frequentado na maioria por técnicos, engenheiros e proprietários de locadoras. O movimento em nosso estande foi maior que no ano passado. O lançamento da Linha VERSA teve ótima aceitação superando nossas expectativas de negócios para estes produtos”, constatou Aires.
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ROLAND
A Roland, com o lançamento do Live Personal Mixer M-48, da RSS, e o V-Studio 700, da Cakewalk, entre outros, achou a AES bastante proveitosa. “A interação entre os profissionais do setor foi interessante por termos bastantes equipamentos com relação ao ano passado. Foi muito melhor para nós e o espaço ajudou bastante”, disse Nilton Corazza, coordenador de marketing da empresa.
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MACHINE
No estande da Machine, Elaine Santos, responsável pelo marketing da empresa, elogiou o local e a distribuição dos estandes, alegando que a visibilidade fez com que a Machine fizesse bons negócios. “Podemos dizer que estamos muito felizes com a movimentação do nosso estande. Distribuímos 1500 sacolas com catálogos e brindes de nossa empresa, fechamos também muitos negócios e parcerias. Além de tudo isso tivemos alguns lançamentos que foram um sucesso, que foram bastante elogiados”, declarou Elaine, que também fez uma pequena crítica quanto à organização da feira, pois “alguns estandes não respeitaram o limite determinado de 30 decibéis no áudio. O barulho dificultou a conversa aqui no estande”, disse. |
TELEPONTO
A Teleponto, do Grupo Bosh, que recentemente fez um grande evento de lançamento do console MIDAS PRO 6, teve muito movimento em seu estande. Luciana Albino, da divisão Pró-Áudio, afirmou que essa edição foi muito mais produtiva com mais procura e negócios. “Muita gente procurou as mesas e as linhas de line. Nossas expectativas foram totalmente correspondidas, pois fizemos bons negócios”, declarou Luciana que também afirmou que a equipe já está confabulando para a AES de 2010 com uma possível apresentação de suas linhas de line arrays.
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Antônio e Luciana da Teleponto |
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PLAYTECH
Aconteceu a estréia da Playtech na AES de 2009. A empresa investiu pesado em sua linha áudio pró, com a Beyerdynamic, apresentando os lançamentos dos sem fio TG X e Opus, e Meyer Sound, apresentando o line array M’elodie e o sub 700HP. Para Marcelo Maurano, a ideia de exposição e demonstração dos lines na parte externa foi uma das melhores do evento que deve ficar para as próximas edições também. “As expectativas foram alcançadas. Tínhamos o objetivo de apresentar ao mercado a nova proposta da PlayTech Áudio Profissional e conseguimos. Mostramos algumas novidades e diferenciais da empresa ao público certo. Foi um passo importante”, declarou Maurano. |
SPECTRAL BALANCE
A Spectral Balance mostrou ao público a nova série 9000, uma linha de subwoofers de neodímio de baixa frequência.
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SOMTEC
A Somtec apresentou lançamentos da Powersoft e colocou no seu estande, para o público testar, os produtos Nova K2, da série K-Light; a nova versão do Software Powersoft, com controle remoto, para seu K, Q, D, QTU e o K-Light; a nova Série I de amplificadores para instalação, além do D-Cell504.
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ROYAL
A Royal fez os lançamentos das marcas Crown, com amplificadores dos modelos LPS-800, LPS-1500 e LPS-2500; BSS; Lexicon; DBX; JBL, com novas caixas EON; Soundcraft, com as mesas Si3 (64 canais) e Si2 (48 canais); e microfones da AKG, além do fone de ouvido modelo K430. Em seu estande, o vendedor Fernando “Nana” considera a edição da AES de 2009 “campeã”. “A localização é muito melhor e o nível das palestras também. A circulação na Royal foi melhor do que nos outros anos, gerando muito comércio para a gente”, celebrou Fernando.
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DECOMAC
A Decomac mostrou a nova série Avant de D.A.S., que incorpora um conjunto de componentes de alta tecnologia transportando o sistema de som portátil autoamplificado ao mais alto nível da sonorização. “Está bem mais profissional e o espaço da arena foi ótimo. Foi bom para os negócios mesmo com a crise. Nessa arena, a demonstração de áudio foi muito importante porque os clientes puderam comparar os produtos”, declarou Marilha Macri, vendedora da Decomac.
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Como todos os anos, o tradicional jantar oferecido pela DECOMAC estava lotado de convidados da AES e mais uma vez foi um sucesso. O jantar, realizado na churrascaria Anhembi, em Santana, São Paulo, contou com a presença de 150 convidados, incluindo diretores, gerentes e proprietários de lojas.
A empresa desenvolveu o evento para apresentar aos clientes a nova geração da linha Avant (Avant 12A, 15A, 215A e 18A) e Aero Series (Aero 12A, Aero50 e LX218A) e retribuí-los pela parceria. “Procuramos pensar em todos os detalhes, como colocar os catálogos em cima das mesas, como cardápio, para que os clientes vissem a nova geração como uma forma de opção para compra”, disse Ana Cristina, do marketing da DECOMAC. Durante o jantar também foram sorteados diversos prêmios, incluindo uma viagem à fábrica da DAS, na Espanha. |
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METEORO
A Meteoro, que estava ao lado do estande da Revista Backstage, também contou com novidades de peso, além da participação de alguns de seus endorsees, que foram apoiar a marca, como Felipe Andreoli, da banda de metal Angra. Dentre as novidades, também apresentadas na Musikmesse de Frankfurt, na Alemanha, estavam o Extreme, o Reactor Drive MV 500, o MCK 200 Extreme, uma versão atualizada do amplificador MAK 3000, assinado por Andreas Kisser, guitarrista da banda Sepultura, entre outras novidades da marca. “A possibilidade de você ter um público maior é sempre melhor e o espaço possibilitou isso. O local não deveria mudar. A AES cresceu em níveis de visitação e na qualidade desse público. Não teve tumulto e a gente pôde atender melhor e com mais qualidade a um público mais específico, técnico e dirigido”, disse Kika Orlandi, responsável pelo marketing da fabricante de amplificadores. |
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LE SON
O diretor da Le Son, Celso Bittencourt, também gostou do resultado final, declarando que a apresentação dos novos produtos atraiu muita gente ao estande, onde foram destacadas as inovações técnicas. Quanto aos negócios, que tradicionalmente ocorrem antes e depois da AES, este ano houve muito mais negociações durante os dias do evento. “As palestras foram muito elogiadas por nossos clientes. A criação de espaços abertos específicos para demonstrações de equipamentos de P.A. foi uma ideia muito boa, a ser ampliada. Isto separa os espaços para atendimento a técnicos e clientes e áreas com ruídos que atrapalham e até impedem conversas . Assim, tivemos muito mais oportunidades de fazer demonstrações de nossos microfones com head-fones (impossível com muito ruído externo) o que com certeza ampliou ainda mais o interesse dos visitantes pelos nossos produtos”, elogiou Celso, que também denunciou, segundo ele, um comentário geral de que muitos expositores ao invés de terem funcionários especializados nos produtos para demonstrá-los e tirar dúvidas técnicas, característica nas AES no mundo todo, montaram estandes no estilo de outras feiras, do mercado musical, pessoal quase sem conhecimento dos produtos. Na AES a Le Son lançou uma nova linha de microfones LS 816-UHF (16 canais), LS 801-UHF, LS 600-UHF, kit de bateria KM-120, e a linha SM-58B Metálica.
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OVERSOUND
A Oversound implementou inovações em toda a sua linha de produtos, como a Profissional, Steel Line, 4 Ohms, Tweeters e Drivers.
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YAMAHA
A Yamaha Musical do Brasil, que ofereceu treinamento “hands on”, e levou os especialistas Aldo Linares e André Andreo, fizeram seis palestras por dia sobre as mesas digitais MC7 CL, PM5D e M8, além do Cubase (Steimberg), hoje comercializado pela Yamaha. O responsável pelo Marketing da Yamaha do Brasil, Carlos Alberto “Pardal” Ferrari, concordou que a localização foi excelente se comparada com a do ano passado, principalmente por se tratar de uma convenção latino-americana, com maior numero de expositores, contudo pouco divulgada. A única observação feita por Ferrari é que a AES “deveria ser mais bem divulgada inclusive com o pessoal da S.E.T. ( Sociedade de Engenharia de Televisão), pois áudio e vídeo andam juntos. Ter mais algumas atrações durante o congresso e exposição para atrair também os curiosos e pseudos produtores de forma que o investimento feito na exposição tenha um retorno maior , mesmo que seja a longo prazo”. A Yamaha já tem uma tradição em fazer palestras no próprio estande, o que garantiu a procura e o público, que sempre ocupou todos os lugares disponíveis, além de muitos outros que ficaram em pé durante a demonstração dos produtos. “Quanto aos negócios, não efetuamos vendas diretas, estas ficaram limitadas às lojas que atendemos, mas alguns negócios foram fechados durante a exposição”, disse Ferrari.
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LIBOR
Para a Libor, a AES deste ano foi bem produtiva de maneira geral, da instalação física, que proporcionou um maior conforto, à qualidade dos expositores e real interesse dos visitantes. Ivone Maria Spong, da direção da Libor, declarou que a feira foi ótima “o público que veio era mesmo para ver as novidades e variedades, que não faltaram. Fiz bons negócios, e se Deus quiser no ano que vem estarei presente de novo”, afirmou. “A participação da SET na AES atraiu o público de broadcasting para a feira, isso resultou em um aumento significativo de visitas ao estande e negócios realizados”, disse o vendedor Cleber Pomerinskas, da Libor, que com otimismo definiu que o estande teve uma boa procura gerando ótimas perspectivas de negócios, e que isso provavelmente “se deve à baixa do dólar e à possível retomada da estabilidade econômica, que fez com que os importadores tivessem a possibilidade de oferecer melhores preços aos nossos clientes, aumentando o número de negócios”. |
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EQUIPO
A Equipo, distribuidora exclusiva de grandes marcas de instrumentos musicais que levou a Sennheiser, a Neumann, Behringer, a especializada em equipamento de DJ, Gemini, e a G.P.A.
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STANER
Para a Staner, celebração em dobro, pois além de ter se tornado parceira da empresa que detém a marca de maior renome mundial no mercado de áudio – a Clair Bros - é um feito extraordinário para o segmento no Brasil. “Essa aliança comprova que estamos mais do que preparados e é um passo importantíssimo que ajuda o país a acompanhar potências mundiais no mercado de áudio profissional. Oficializamos a parceria comercial durante a AES Brasil que para nós foi uma das melhores edições do evento”, declarou Renato Silva, presidente da Staner. Durante o evento, a Staner apresentou o novo sistema de caixas line array modelo LA-1811N, desenvolvido para uso indoor com especificação 1 falante de 8" e 1 driver, além de outros produtos da linha profissional de lines e a exposição de equipamentos com a marca Clair Bros. |
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SELENIUM
A Selenium, como nos anos anteriores, transformou o estande em uma sala de aula em que o engenheiro e professor Homero Sette ministrou diversas palestras sobre o uso correto dos transdutores e possíveis danos causados pelo uso indevido do sinal de áudio. Em alguns momentos Homero teve a participação do consultor Carlos Correia. |
LJM
A LJM lançou nova série de guia de ondas para caixas de line array, com a exposição dos modelos LJM – 5015, 925, 927 e 920. |
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KW ÁUDIO
Neste ano, a KW Áudio mostrou a sua linha de caixas acústicas e os dois novos modelos de lines com ênfase para o V1, um line extremamente compacto dedicado ao uso em igrejas, teatros e para pequenos shows.
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SPARFLEX
A tradicional fabricante de fios e cabos especiais anunciou que a partir deste ano a empresa estará em todos os eventos, iniciando a sua participação nesta AES Brasil, expondo a sua linha de alta performance, dirigida ao pró-áudio, para músicos profissionais, shows e estúdios. |
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AUDIOCARE
A Audicare, representante da Westone, apresentou monitores e protetores auditivos personalizados, além de ter feito testes auditivos gratuitos.
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Competição Estudantil
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| Os participantes premiados por Andres Mayo na Competição Estudantil |
Estudantes latino-americanos de carreiras vinculadas ao áudio profissional foram selecionados para a Primeira Competição Latino-americana de Gravação da AES. E como todo ano, a “Competição de Gravação Estudantil”, da qual puderam participar os alunos e ex-alunos (ainda não profissionais) das diversas instituições educacionais da América Latina que lecionam carreiras relacionadas ao áudio profissional, tiveram suas oportunidades distribuídas pelos temas de categorias distintas.
A competição estudantil de produção musical da AES foi realizada no segundo dia de evento e contou com a participação de estudantes não só do Brasil, mas do México, Venezuela, Bolívia, Chile, Argentina, entre outros. Foram 60 trabalhos inscritos de dez países. A língua não foi uma barreira. Foi fácil compreender os finalistas que apresentaram seus trabalhos para um público de aproximadamente 50 pessoas.
Os vencedores, de acordo com a comissão julgadora nas quatro categorias, foram: o brasileiro Guillermo Tinoco Silva, na categoria ‘electronic’; Argemir Lezama, da Venezuela, na categoria ‘estéreo classical’; e os colombianos Juan Carlos Alemãn, na categoria ‘surround’, e Nicolas Romero, na categoria ‘estéreo pop rock’. “Estou muito feliz de estar aqui. Está tudo ótimo. Perfeito! Obrigada a AES Brasil pela oportunidade”, disse Argemir Lezama ao final da competição.
Visitas Técnicas
Neste ano, a visita técnica foi um caso à parte, promovida pela AES. A atividade levou 70 inscritos a participarem da visita aos estúdios da Globo e do SBT, além de mostrar os bastidores do musical “A Noviça Rebelde”, no teatro Alfa, que possui uma moderna instalação de sistemas de áudio. Além de conferir as tecnologias empregadas nos ambientes de TV e teatro, os participantes viram de perto a infraestrutura de cabeamento aplicada tanto nos estúdios de TV, quanto no palco do teatro, ainda com o direito de aprender um pouco mais sobre as adaptações para ambientações de cenários e maquiagens para o padrão da TV digital. Com isso também os participantes viram de perto como o tratamento do áudio e o sistema aplicado – de sua microfonação, captação, transmissão, etc – são feitos hoje em dia para atender a esse novo padrão.
Coletiva Exclusiva
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Para a surpresa dos veículos de comunicação voltados para o mercado de áudio e produção musical, uma breve coletiva de imprensa informal foi arquitetada pela direção com a presença de Phil Ramone, um dos maiores produtores da indústria da música; Ron Streicher, ex-presidente da AES Americana; e Florian Camerer, diretor de áudio da rede de TV austríaca Austrian Broadcasting Corporation (ORF), que contou também com a participação dos responsáveis pelo evento, Joel Brito, presidente da AES Brasil, e Andres Mayo, vice-presidente da AES América Latina. O foco da conversa foi sobre a produção de áudio nos dias de hoje e suas tendências, com a apresentação do ponto de vista pessoal e profissional de cada um dos participantes, que obviamente mencionaram a todo momento a importância da convenção da AES pelo mundo, e, principalmente, em países da América Latina.
Além do bate-papo pudemos contar com a presença de Phil Ramone do estande da Backstage para uma tarde de autógrafos de seu livro “Gravando - Os Bastidores da Música”, vendido pela Editora H.Sheldon, no dia 27 de maio.
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Analogia entre áudio e imagem.
Microfones são pincéis. Nas palestras que dou pelo mundo coloco uma pintura na parede e peço aos alunos que escutem a pintura -
Ron Streicher |
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Nós, do áudio, gostamos da união para aprender e compartilhar conhecimento Florian Camerer |
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| Phil Ramone, Ron Streicher e Florian Camerer |
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Na manhã do dia 26 de maio, ao perguntar diretamente a Phil Ramone sobre suas expectativas para a AES Brasil e sua participação no fechamento do evento – com a palestra Keynote -, o produtor respondeu: -“quando nos perguntam por que queremos estar no Brasil é como se perguntassem por que queremos estar em todos os lugares”. “É uma honra estar aqui e queria muito vir. Sempre aprendo coisas novas na AES, da qual sou membro há anos. AES é parte da minha vida”, declarou Phil Ramone, que ressaltou a importância nessa troca de experiências e passar conhecimento diretamente, e de como “é importante estar em todos os lugares” para executar essa tarefa.
Além de falar sobre a importância do trabalho do produtor musical - que está por trás da música - e da necessidade de manter a qualidade no que se faz nesse tipo de trabalho, Phil comentou sobre a perspectiva da continuidade do mercado da música, que já está com o foco no ao vivo, dos artistas em suas turnês pelo mundo, um mundo que já não vende mais CDs. Outra questão é o crescimento dos profissionais nesse mercado e dos home studios que se proliferam, o lado bom da profissionalização e o problema com a qualidade desse futuro profissional de áudio. Ramone ainda falou sobre a Internet e os prós, como o estudo on-line – conceito fortalecido por Ron Streicher - e contras, como a pirataria e a distribuição sem autorização e repasse dos direitos autorais. “A música é livre. Mas as pessoas devem receber pelo seu trabalho”, disse ele.
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| Tarde de autógrafo com Phil Ramone, no dia 27 de maio, no estande da Revista Backstage |
“A qualidade é a questão. É o que faz a diferença. Minha filha só escuta MP3 e não sabe o que é a experiência de ouvir um som de alta qualidade”, concordou Florian Camerer, da TV austríaca, que também participou da coletiva. “A América Latina é um mercado crescente e comunicativo. É o começo de uma nova era”, finalizou Camerer.
Joel Brito, presidente da AES Brasil, falou sobre a reunião do time de profissionais para essa edição e mencionou ao final da coletiva que o sentimento de distância na comunidade dos profissionais de áudio está diminuindo a cada dia, o que favorece o desenvolvimento do setor, pois “a AES dá atenção especial a essa questão do favorecimento da comunicação e networking, do intercâmbio cultural e social pessoal e profissional” desse meio, levando todos os profissionais presentes a concordarem que “a união e a comunicação estão muito próximas e a AES é exatamente isso”, completou Camerer. “Minha luta era fazer acontecer uma conferência. Nós alcançamos esse objetivo. Tudo correu bem”, finalizou Andres Mayo, vice-presidente da AES América Latina.
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ABTECC Ganha Espaço
Foi inaugurada na AES Brasil 2009 a ABTecC, Associação Brasileira de Técnicos Cristãos, que durante o evento realizou a reunião de fundação, logo após o “Painel Áudio nas Igrejas”, realizado no dia 28 de maio. A associação mostrou que a sonorização das igrejas também precisa de cuidados especiais, citando como exemplo igrejas dos EUA e da Europa. Foi a primeira vez que esse tema virou palestra em um evento da AES Brasil.
O setor das igrejas é responsável hoje por uma excelente parcela da comercialização de equipamento de áudio, o segmento religioso ganhou destaque nesta edição da AES. Por ser um dos principais nichos desse mercado, várias alternativas foram apresentadas por grande parte dos expositores, como caixas de som, mesas de som, distribuidores de microfones, entre outros, para esse mercado específico.
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ABTECC E A ABPAUDIO
Em entrevista exclusiva à Backstage, um dos diretores da ABTecC, Aldo Soares, também diretor da AES Brasil, esclareceu algumas dúvidas sobre a associação cristã, principalmente em comparação e inclusão a outras associações.
Primeiramente, com relação a outras associações de áudio, a ABTecC não é uma associação de profissionais que visa buscar o benefício e o bem estar desta, como é o caso da ABPAudio. A Segunda é que a ABTecC, como já ficou claro, não será focada somente em áudio, como é o caso da ABPAudio, por exemplo.
“Acredito que mesmo que no primeiro momento possa parecer que são interesses iguais, logo que você conhece a ABTecC e os seus propósitos, fica bem claro que são distintos os propósitos de cada associação”, disse Aldo Soares, que definiu que a ABTecC é focada em difundir o conhecimento de áudio, vídeo, iluminação e webcasting , através de material didático, seminários e workshops.
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“A ABPAudio tem como principal objetivo defender os interesses dos profissionais de áudio, lutando pela valorização da profissão e da categoria. Mas, acima de tudo, a ABTecC apoia o trabalho e as iniciativas da ABPAudio, inclusive, incentivamos e incentivaremos a todos os profissionais de áudio que trabalham nas igrejas a se filiarem a ABPAudio”, declarou.
“Fiz parte do grupo que idealizou a ABPAudio e sou sócio fundador. Também fui vice-presidente da primeira diretoria. Acredito nos ideais da ABPAudio. Não me envolveria em um trabalho que pudesse prejudicar ou até mesmo dividir os esforços da ABPAudio em buscar benefícios para o profissional de áudio”, finalizou Soares.

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