Talvez a maioria dos “trilheiros” ainda se lembrem da música de videogames como aquelas melodias e efeitos simplórios em MIDI, mas já faz tempo que não é mais assim. Com a decadência da indústria fonográfica, os games, cada vez mais, se tornam um filão atraente. Para se ter uma idéia, a partir do ano que vem, o Grammy – o Oscar da indústria fonográfica – terá uma categoria específica para o segmento. Mas não é só isso. A música de games já saiu das telas de computador e foi para as orquestras. Em 2005, uma das figuras chave deste mercado, o músico Tommy Tallarico, criou o Videogames Live, onde as músicas dos jogos mais famosos são tocadas por orquestras sinfônicas. Tommy compôs trilha para games, como Spider Man e o clássico Mortal Kombat.
Música de Videogame no Brasil
Por aqui, o segmento ainda tem pouca visibilidade, mas deve ser por pouco tempo. No ano seguinte à primeira edição nos EUA, o Videogames Live já acontecia no Brasil. Isto graças a uma aposta do empresário Sérgio Murilo, que tem no currículo ampla atuação anterior no mercado fonográfico como técnico de som e produtor musical. “Assisti a apresentação com a filarmônica de Los Angeles, lotada, com 10 mil, 15 mil pessoas. Nunca joguei game, mas sempre trabalhei com música. Fiquei antenado, porque é um elemento muito novo. Pelo tamanho do show e aceitação do público achei que era uma coisa que valeria a pena pesquisar. (...)
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